quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Seja bem vindo entre nós Samuel!

LUCAS 1. 14,16
14 e terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento;
15 porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida forte; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe;
16 converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus;

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Que buscais?


João 1:35,51

35 No dia seguinte João estava outra vez ali, com dois dos seus discípulos
36 e, olhando para Jesus, que passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus!
37 Aqueles dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus.
38 Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que buscais? Disseram-lhe eles: rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde pousas?
39 Respondeu-lhes: Vinde, e vereis. Foram, pois, e viram onde pousava; e passaram o dia com ele; era cerca da hora décima.
40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João falar, e que seguiram a Jesus.
41 Ele achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Havemos achado o Messias (que, traduzido, quer dizer Cristo).
42 E o levou a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).
43 No dia seguinte Jesus resolveu partir para a Galiléia, e achando a Felipe disse-lhe: Segue-me.
44 Ora, Felipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro.
45 Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: Acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.
46 Perguntou-lhe Natanael: Pode haver coisa bem vinda de Nazaré? Disse-lhe Felipe: Vem e vê.
47 Jesus, vendo Natanael aproximar-se dele, disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!
48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.
49 Respondeu-lhe Natanael: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel.
50 Ao que lhe disse Jesus: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? coisas maiores do que estas verás.
51 E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.


O contexto era o seguinte: João Batista, já famoso na região, vinha pregando batismo de arrependimento como preparação para o verdadeiro batismo que estava por vir (v26,27). Com o seu discurso de volta para Deus, conquistou discípulos, que passaram a participar do seu dia a dia (v35) e compartilhar seus ideais.

Tudo ocorria normalmente quando ocorreu o (in)esperado: João viu o Espírito descer dos ceús, como uma pomba, e pousar sobre um batizando (v32). João Batista sabia o que era aquilo – ele já fora avisado antes: “Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo” (v33). E acredito que foi assim que ele reconheceu quem era Jesus.

Naquele momento tudo mudou, pois o “tempo vindouro” que ele anunciava em seus discursos havia chegado. Aquele que iria trazer o batismo verdadeiro havia se mostrado (v34). Tendo em vista a compreensão de João Batista de si mesmo (v23), não havia nada mais natural do que ele explicar tudo para seus discípulos (v35) e dizer: “Vão! Agora é inútil me seguir!” (v36). E é nesse contexto que começa nossa discussão.

Que buscais?

Dois dos discípulos obedeceram a ordem de João e foram atrás de Jesus (v37) . Jesus toma iniciativa e dirigi-lhes uma pergunta (v38), uma pergunta tão ambígua e forte que ecooa até hoje: que buscais?

E, como era de se esperar , eu a direciono para você, leitor: que buscais? Ou, caso prefira, em um português mais moderno: o que você tem buscado?

E ai? O que me diz? Já se avaliou nesse ponto? Essa é uma pergunta que me faço constantemente, pois ela influencia muito no meu viver, querendo eu ou não. Afinal, o objeto de minha busca é o que eu provavelmente encontrarei e viverei por.

Não adianta eu buscar tesouros sobre a terra esperando ajuntar tesouros no céu (Mt 6:19-21). Não há como eu gastar todo meu tempo em faculdade/estágio/afazeres, sem gastar o mínimo de tempo com Deus/família/namorada e querer que fique tudo bem com os últimos 3. É impossível. É uma questão de escolha e investimentos: vou dar qual enfoque para minha vida? Vou buscar bens terrenos ou bens eternos?

Vinde e vede

Os discípulos, respondendo a pergunta de Jesus, deixam claro o que estavam buscando: o Messias. Mas, ainda mais interessante que a forma como Jesus inicialmente os aborda é a forma como Jesus responde ao anseio dos mesmos: vinde e vede. Novamente, uma fala que ecooa até nossos tempos.

Caro leitor, não sei o que você têm buscado, quais são suas escolhas e o que você tem priorizado. Mas, independente das suas decisões, Jesus tem te chamado:

Para aqueles que buscam bens terrenos, Ele diz: vinde e vede.

Você já sabe o que Jesus pode te proporcionar? Por que não experimentar? Foi assim que começou minha vida cristã: não tinha convicção nem mesmo que Deus existia – mas resolvi experimentar. Pensava eu: “e se for verdade? Não custa nada tentar…” E estou ai até hoje. E não somente eu – há vários amigos que começaram assim também. Você não precisa acreditar firmemente, ou ter um coração bom, ou qualquer outra coisa – precisa apenas dar o primeiro passo – experimente – vá e veja!

Para aqueles que já buscam bens eternos, Ele também diz: vinde e vede.

Sempre terá algo a mais que você ainda não viu. Não adianta. Ele é eterno e infinito, nós somos apenas mortais finitos. Então, eu te pergunto: o que está faltando na sua relação com Deus? O que está faltando mudar no seu caráter, nos seus hábitos, na sua vida? As vezes (quase sempre) a vida cristã é dura, mas não desanime, vá e veja. Você sabe que ele pode aumentar ainda mais suas fronteiras e te dar pés como os da corça nos lugares altos (Hc 3:19).


Verdadeiro Israelita


No final do trecho, Jesus se dirige a Nataniel com essas palavras – “verdadeiro Israelita, em quem não há engano” – sem nem mesmo eles terem conversado antes. Jesus já o conhecia, mas Nataniel não conhecia Jesus e se espanta. Então Jesus o lembra do momento “debaixo da figueira”. Nada podemos dizer sobre esse momento, mas podemos especular – e arrisco dizer que foi um momento de intensa busca a Deus.

O importante a se notar nesse trecho é que Jesus traça um paralelo explicíto com o antigo testamento, com Israel, o herdeiro da promessa de Abraão. Sua fala vai muito além do que uma simples leitura pode revelar:

Israel é o nome dado por Deus a Jacó, filho de Isaque, filho de Abraão. Deus não o nomeia ao acaso: Jacó era um traiçoeiro, que enganou seu irmão Esaú duas vezes (Gn 27:25,26), mas que teve seu nome trocado após ter sofrido uma grande transformação em seu caráter (Gn 28-32). Então, quando Jesus diz a Nataniel que ele era um verdadeiro israelita, além de estar afirmando que ele era um verdadeiro herdeiro da promessa de Deus, Jesus também estava dizendo que Nataniel era “um Israel”, e não “um Jacó”.

Creio que todos nós também podemos ter nossos nomes trocados. Isto é, somos apenas Jacós, mas podemos vir a ser verdadeiros israelitas. E essa transformação está a nosso pleno alcance. Precisamos, antes de mais nada, fazermos nossa escolha e definirmos o que vamos buscar. Depois, só restará irmos e vermos, pois Ele estará nos esperando.

sábado, 2 de outubro de 2010

A Verdadeira Santidade

A santidade é obra da graça (Cl 2.6,7) Para que sejamos uma geração que marca na hora da conquista, é imprescindível que vivamos a verdadeira santidade. Ninguém, na história da igreja, fez grandes conquistas sem viver a verdadeira santidade.

Don Richardson foi um grande missionário do século XX. Numa das suas preleções, ele contou a história da conversão de um povo que vivia na Nova Guiné (um país que fica próximo à Austrália). Esse povo era conhecido como “Dunis”, e viviam, em pleno século XX, como se estivessem na Idade da Pedra. Eles jamais tinham tido qualquer contato com alguma pessoa civilizada, e portanto, nunca tinham tido contato com o evangelho. Uma característica dos “Dunis” que chamou a atenção dos missionários era que 90 a 95 por cento das pessoas daquele povo tinham menos do que cinco dedos nas mãos; alguns tinham apenas dois dedos na mão esquerda e três na direita. Aquilo intrigou os missionários, mas eles não obtiveram uma resposta para aquele fato até que morreu uma pessoa da tribo.

O ritual fúnebre praticado pelos Dunis era bastante singular. Os mortos não eram enterrados; eles eram colocados em uma grande mesa feita de pedras e ali eram queimados. Toda a família, desde o mais novo até o mais idoso, saía de diante da mesa de cremação e seguia em direção a uma mesa de madeira. Atrás dessa outra mesa ficava um membro da tribo com uma pedra bastante afiada nas mãos, e ali os membros da família do falecido estendiam uma das mãos, colocavam-na sobre a mesa e tinham uma das falanges do dedo cortada fora. Isso assustou os missionários, mas também os fez entender o porquê das pessoas terem menos de cinco dedos nas mãos: eles descobriram que essa prática se relacionava com a busca de Deus. Aquelas pessoas ansiavam por Deus, e imaginavam que Deus só se encontraria com elas depois de terem sofrido bastante. Por isso, sempre que possível, elas aumentavam seu próprio sofrimento.

Quantas pessoas não estão vivendo assim nos dias de hoje, buscando o sofrimento como um meio de se encontrarem com Deus, se esforçando em si mesmas para alcançarem a salvação e a santidade?

A santidade é obra da graça (Cl 2.6,7)

Paulo diz: Ora, como recebestes Cristo Jesus (…). Isso se deu quando aquelas pessoas ouviram e entenderam a graça de Deus (Cl 1.6), não mediante o esforço delas mesmas ou porque eram virtuosas, cheias de qualidades ou boas em si mesmas. Elas reconheceram que seus esforços, suas virtudes, suas boas obras e seus sofrimentos não acrescentavam nada para sua salvação; por isso, desistiram de tentar fazer alguma coisa e se entregaram completamente a Deus, mesmo vazias, derrotadas e frustradas consigo mesmas, porém confiantes de que se elas não puderam fazer nada para conquistar a salvação, Deus era poderoso para salvá-las. A salvação, portanto, caracteriza-se por um ato de entrega e de confiança no amor e na provisão de Deus. Só recebe a Cristo aquele que se esvazia de si mesmo, entregando-se completamente a Deus.

O texto continua, dizendo: Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele (…). Paulo fala aqui sobre dois processos que acontecem na vida do cristão: salvação e santificação. A salvação vem pela graça. E a santificação vem da mesma forma, segundo o texto. Portanto, é a graça de Deus que nos salva e nos santifica.

A verdadeira santidade

Como se expressa a verdadeira santidade? O apóstolo Paulo responde a essa pergunta de maneira muito didática. Primeiro, ele mostra como não se expressa a verdadeira santidade, e depois faz o oposto:
Cl 1.8: “Cuidado, que ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. Para entendermos melhor o que Paulo está querendo dizer, é importante entendermos o significado da palavra “filosofia”. Aqui, filosofia não diz respeito aos pensamentos que excluem Deus, nem a um curso universitário. Josefo, um historiador do tempo dos apóstolos, disse: “Existem três formas de filosofia entre os judeus: os seguidores da primeira escola são chamados fariseus, os da segunda, saduceus, e os da terceira, essênios”. Assim, “filosofia”, no texto, significa qualquer tipo de conhecimento acumulado sobre Deus ou sobre qualquer outro assunto. Segundo Paulo, a verdadeira santidade não é comprovada pelo conhecimento que uma pessoa consegue acumular. Os fariseus, por exemplo, tinham um vasto conhecimento sobre Deus, mas Jesus os chamou certa vez de filhos do diabo (Jo 8.44). É impossível que algum filho do diabo apresente santidade. O próprio diabo também conhece a Escritura, mas para ele está reservado o fogo do inferno.

Paulo faz ainda um segundo alerta:

Cl 2.16: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida ou bebida, ou dia de festa, ou lua nova ou sábados”. O alerta de Paulo é contra o engano promovido pela vida de devoção. Muitas pessoas imaginam-se vivendo a verdadeira santidade pelo fato de expressarem, com muita intensidade, o comportamento religioso. Nos tempos de Paulo, as pessoas imaginavam que a verdadeira santidade era evidenciada se a pessoa fizesse distinção entre alimentos e alimentos, ou se ela prezasse o comparecer a eventos religiosos. Os fariseus agiam dessa maneira, mas Jesus lhes disse: “Ai de vos, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois não entrais nem deixais entrar os que estão entrando! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt 23.13,15). Mas ninguém é mais santo porque deixa de comer isso ou de beber aquilo, ou porque participa desse ou daquele evento

Por fim, Paulo faz um último alerta:

Cl 2.18: “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões”. Aqui, Paulo afirma que as experiências sobrenaturais ou místicas não são um sinal que comprova a verdadeira santidade. As pessoas ali estavam vendo e adorando anjos. Por imaginarem que Deus era inacessível, elas começaram a buscar ajuda e revelação de anjos, as tiveram. Miguel, o líder das hostes angelicais, era largamente adorado na Ásia Menor e a ele eram atribuídas muitas curas miraculosas. Com base nessas visões, muitos imaginavam-se espirituais, andando na verdadeira santidade. A essas pessoas Paulo diz não. Jesus mesmo chegou a afirmar: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23).

Concluindo, Paulo diz: “Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria…todavia, não têm valor algum contra a sensualidade” (Cl 2.23). Apesar de parecerem sinais da verdadeira santidade, essas referidas práticas e expressões não conseguem refrear os impulsos da carne; antes, muito facilmente os promovem.

Os sinais que comprovam a verdadeira santidade Cl 3.1-3:

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”. Aqui, Paulo faz uma afirmação condicional. Ele diz que se as pessoas morreram em Cristo e com ele ressuscitaram, então necessariamente uma mudança se operou na vida delas. E essa mudança as leva a viver um novo estilo de vida, a que podemos chamar de santidade.

Cl 3.2: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra”. O primeiro sinal da verdadeira santidade é o anseio pelas coisas celestiais. Aquele que nasceu de novo, que vive em santidade, anseia por Deus mais do que por todas as outras coisas. Contudo, o anseio por Deus é um aspecto subjetivo, que não pode ser medido muito facilmente. Por outro lado, o anseio por Deus leva a pessoa a tomar naturalmente duas atitudes práticas, que facilmente podem ser medidas.

Cl 3.5: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria”. A verdadeira santidade, além do anseio por Deus, se expressa por meio da morte do velho homem. Aqui, Paulo enumera cinco vícios da carne, que são destruídos pelo que é santo. O primeiro vício colocado nessa lista é a prostituição, que se refere à toda relação sexual ilegal e ilícita, e portanto envolve o adultério, a fornicação (o sexo antes do casamento), a bestialidade e outras formas de relação sexual que são anti-naturais e anti-bíblicas. Aquele que vive em santidade vai matando progressivamente esse vício em sua vida.
A seguir, o apóstolo Paulo fala da impureza. Aquele que vive em verdadeira santidade se esforça para deixar de lado os maus intentos do coração, os maus pensamentos e as inclinações da carne: a pornografia, os atos libidinosos e a masturbação.
Paulo continua a lista daquilo que o santo faz morrer. Ele faz morrer a paixão lasciva, o desejo maligno e a avareza. Paixão lasciva e desejo maligno têm praticamente o mesmo sentido, e significam todo tipo de desejo que não é voltado para Deus. Assim, aquele que tem os olhos voltados para as coisas materiais está alimentando desejos malignos no coração. Essa busca por admiração pode se dar até mesmo em relação a coisas espirituais. Há pessoas que oram não porque amam a Deus, mas sim porque desejam receber a admiração de outras pessoas, que as chamam de espirituais. O mesmo pode acontecer no tocante à leitura da Bíblia e ao jejum.
O último vício enumerado por Paulo é a avareza. Nesse texto, avareza não se restringe ao amor ao dinheiro; antes, abrange todo tipo de busca do bem pessoal por egoísmo. Portanto, tudo o que a pessoa faz pensando em si mesma e não em Deus é uma forma de egoísmo. Em outras palavras, ela se coloca no lugar de Deus e, portanto, promove a idolatria. Paulo diz que aquele que vive a verdadeira santidade dia após dia mata todos esses vícios. Ele não permanece na passividade, mas sempre busca a força que Jesus lhe pode dar.

Por fim, Paulo apresenta outro sinal que comprova a verdadeira santidade.

Cl 3.12: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. A verdadeira santidade se expressa por meio do revestimento de Cristo. Aquele que é santo se torna, a cada dia, mais parecido com Jesus. Paulo enumera algumas das expressões da vida de Jesus. Ele diz que a verdadeira santidade se revela na misericórdia, na bondade, na humildade, na mansidão e na longanimidade.
A misericórdia aponta para a compaixão de um ser humano para com outro. Aquele que é misericordioso nunca é acusador e nem crítico; antes, ele se oferece para ajudar e auxiliar aquele que está em situação de miséria. Por isso, ele é também bondoso.
Sem dúvida, a bondade é um reflexo da humildade que existe no coração daquele que é santo. Ele sabe que o seu coração é enganoso, e que ele não é melhor do que qualquer outra pessoa. Antes, ele reconhece que é Deus quem o sustenta; por isso, ele também é uma pessoa mansa.

A mansidão é uma característica na vida daqueles que reconhecem que suas vidas estão inteiramente nas mãos de Deus. Eles sabem que se algo não aconteceu do modo como eles esperavam, eles não devem se desanimar ou murmurar; antes, devem confiar em Deus, que faz todas as coisas de modo perfeito. Naturalmente, a mansidão conduz à longanimidade.
Aquele que é verdadeiramente santo é paciente. Ele sabe que Deus vai fazer as coisas no tempo certo; por isso, ele descansa em Deus.


Todas essas expressões existiam na vida de Jesus. Aquele que anda na verdadeira santidade as possui na sua vida, e a cada dia ele se torna mais parecido com Jesus.

Lei da mordaça‏

Preocupante demais. A Igreja do Senhor precisa tomar uma posição. A hora é esta.
Vote em pessoas que realmente estão comprometidas com Deus, sua Palavra e nossas famílias.
Lembre-se: Nossa terra é Jerusalém. Antes de votar em candidato de sua cidade, vote em quem tem compromisso com Deus.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Somos bons ou somos maus?

Nossa capacidade é muito limitada para chegarmos a uma conclusão sobre a natureza humana. Na parábola do bom samaritano (Lc 10.25-37), o Senhor Jesus falou das atitudes de um sacerdote, de um levita e de um samaritano, todavia, não quis chegar à conclusão a respeito de quem era mau e quem era bom, mas, após expor a parábola ao intérprete da lei, perguntou-lhe: “Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?” (v. 36). E o intérprete respondeu: “O que usou de misericórdia para com ele” (v. 37a). Disse-lhe Jesus: “Vai e procede tu de igual modo” (v.37b). Podemos pensar que alguns de nós somos como o sacerdote e o levita, outros como o samaritano, outros como os ladrões e outros ainda como o homem que foi assaltado e ferido.
A parábola fala de pessoas boas e más e Jesus, sem acusar quem era bom e quem era mau, apenas explicou a diferença entre os dois tipos, mostrando que o relacionamento estabelecido pelo samaritano com o homem ferido, definiu o relacionamento amoroso que Deus quer que tenhamos uns com os outros. É de ver que Jesus conhecendo as Escrituras que falam da profunda decepção de Deus com a raça humana, e de como Ele destruiu a terra com um grande dilúvio, poderia ter concluído que o homem é essencialmente mau e cada um tem as qualidades daqueles personagens da parábola. Na verdade, a partir desse julgamento, podemos afirmar que, sem o conhecimento da Palavra de Deus, todos os homens se mostram nocivos e destrutivos.
Interessante é que o salteador era uma pessoa má, mas Jesus não se concentrou nele, preferiu excluir sua natureza má do diálogo, para nos oferecer um modelo de como ser bom, destacando a atitude do samaritano. Noutra ocasião, Jesus não achou que a mulher adúltera era má, mas deixou o seu julgamento por conta dos seus próprios acusadores, dizendo: “Quem dentre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra”!. Isto nos leva a crer que Jesus via as pessoas com potencial para serem boas e não as discriminava. Numa de suas advertências, Ele disse: “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade” (Mt 23.28).

Obr. Eliezer de Andrade

Decálogo do voto Ético

Conseguir benefícios para a igreja, como a doação de terrenos para templos; ter linhas especiais de crédito bancário; obter concessões de rádios e TVs; ter tratamento especial perante a lei... Esses são apenas alguns tipos de barganha, "acertos", acordos e composições de interesse que costumam ocorrer nos bastidores em épocas de campanhas eleitorais.
Considerando que os evangélicos são um dos mais expressivos segmentos da população (2008 24% 46.5 milhões, estimativa Sepal) julgo indispensável trazer uma contribuição informativa à comunidade cristã, na intenção de contribuir para um processo eleitoral no qual o voto evangélico não seja manipulado, como muitas vezes já o foi, mas usado com consciência e objetividade, ajudando a igreja a amadurecer no exercício da sua cidadania.
Eis aqui alguns balizamentos fundamentais sobre o uso ético do voto evangélico, conforme as leis que regulam a relação do Reino com povo genuinamente cristão.

I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município;

II. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que determinado líder da igreja ou não tente conduzir o voto da comunidade noutra direção;

III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, a bem de sua credibilidade, o pastor evitará transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;

IV. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multipartidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, representantes das correntes partidárias possam ser ouvidos sem preconceitos;

V. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil impõe que não sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que é criminoso) e de dividir a comunidade;

VI. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão ou líder evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos ou líderes são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão político-institucional. Todavia, é mesquinho e pequeno pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político de fé evangélica tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um "despachante" de igrejas. Ao defender os direitos universais do homem, a democracia, o estado leigo, entre outras conquistas, o cristão estará defendendo a

Igreja; Portanto, ao analisar o plano de governo de seu candidato, dê prioridade às questões da proteção da família, pois há aqueles que defendem a criação de leis para liberação do aborto, união conjugal anti-bíblica (PL 122), facilitação do divórcio, proteção a lei indígenas pagãs e criminosas, facilitação da indústria pornográfica e dos jogos de azar.

VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um evangélico político votou de determinada maneira porque obteve a promessa de que, em assim fazendo, conseguiria alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades, tratamento especial perante a lei ou outros "trocos", ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais "acertos" impliquem na prostituição da consciência cristã, mesmo que a "recompensa" seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Jesus Cristo não aceitou ganhar os "reinos deste mundo" por quaisquer meios, Ele preferiu o caminho da cruz;

VIII. Os votos para Presidente da República e para cargos majoritários devem, sobretudo, basear-se em programas de governo, e no conjunto das forças partidárias por detrás de tais candidaturas que, no Brasil, são, em extremo, determinantes; não em função de "boatos" do tipo: "O candidato tal é ateu"; ou: "O fulano vai fechar as igrejas"; ou: "O sicrano não vai dar nada para os evangélicos"; ou ainda: "O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos". É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos;

IX. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: "o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto", é compreensível que dê um "voto de confiança" a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. Entretanto, é de bom alvitre considerar que ninguém atua sozinho, por melhor que seja o irmão, em questão, ele dificilmente transcenderá a agremiação política de que é membro, ou as forças políticas que o apóiem;

X. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

Vote conforme a Palavra

“...estabelecerás, com efeito, sobre ti como rei aquele que o SENHOR, teu Deus, escolher; homem estranho, que não seja dentre os teus irmãos, não estabelecerás sobre ti, e sim um dentre eles.”
(Deuteronômio 17:15).

.“Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira.”
(Provérbios 29:2).

“Abre a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.”
(Provérbios 31:8,9).

“Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança.”
(Provérbios 11:14).

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos!”
(Isaias 10:1,2).

Pr. Josias Damas Cardoso
Fundador e Pastor da I.B.R - Central

Entrevistando Lúcifer

QUEM O CRIOU?
Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?Lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer : Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?

Lúcifer : Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas idéias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 corintios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

"HOJE, SE OUVIRDES A SUA VOZ, NÃO ENDUREÇAIS OS VOSSOS CORAÇÕES." HEBREUS 3:7,8

"Ninguém tem maior amor do que este: de dar a Sua vida em favor dos Seus amigos." João 15:13

Habacuque 3.17-19

"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam alimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha Salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e fez os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente"

Assim como o profeta Habacuque creu em um Deus que pode todas as coisas, um Deus que não se alegra com as injustiças e que não quer ver os seus filhos mendigando o pão. Quantas vezes não nos encontramos em dificuldades e questionamos a Deus o por que de tudo isso. Somos seres humanos, temos nossas falhas, mas assim como Deus respondeu a Habacuque, ele responde a nós hoje ("Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará" (2.3)).

Nós cristãos podemos conhecer a alegria em meio à desolação. No verso 17, descreve a desolação da terra e a fome que se seguiu à invasão babilônica. Todas as plantas e animais mensiconados eram básicos para a subsistência, e sua destruição indicava o juízo de Deus sobre o seu povo por causa do pecado. E mesmo assim, Habacuque pôde rejubilar-se no Deus que o salvaria. Essa confiança alegre poderia ser descrita como pular de alegria no Senhor, ter prazer em dançar na presença de Deus.

A alegria de Habacuque apoiava-se inteiramente em sua confiança em Deus. Da mesma forma que com o profeta, a nossa confiança em Deus cresce à medida que O conhecemos mais intimamente, que nos dispomos a Ele dia-a-dia.

Fé verdadeira significa amar e servir a Deus sem se importar com as circunstâncias. Habacuque aprendeu que o medo transforma-se em fé quando dependemos totalmente do Deus em quem se pode confiar. Essa fé, por sua vez, produz alegria inigualável, paz sobrenatural. Habacuque imaginou-se com pés como os da corça, andando com firmeza por cima das fendas da tribulação, porque estava cheio de fé! Esta é uma imagem de vitória e de triunfo em tempos difíceis.

Que nós possamos nos espelhar em Habacuque e seguir o seu exemplo, nos tornando mais e mais confiantes em Deus e depositando todas as nossas expectativas no Único que pode nos salvar, no Deus Grandioso e Maravilhoso que diariamente bate à nossa porta.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Emoções

Veja, e receba de Deus nesta hora, o impacto da revelação do Espírito de Deus; Pois a Bíblia diz: “Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, juntas e medulas, e é apta pra discernir os pensamentos e as intenções do coração” (Heb.4:12) do homem. E é justamente aí, com o poder de penetração da Palavra de Deus que gostaria de mostrar pela misericordiosa Graça e Revelação do Espírito de Deus, essa que eu considero, particularmente, a área mais descontrolada no ser humano, a Emoção. Uma vez ativada, muda radicalmente o comportamento das pessoas, fazendo com que reações descontroladas comecem a aparecer. Elas podem te levar a chorar muito, sem que aja exatamente um real motivo; a sorrir, a gritar, e até fazer coisas que jamais você pensou fazer.

Onde ela está no homem: A emoção é um dos sentimentos da alma, e sendo a alma, a responsável em nós, por captar as coisas que estão à nossa volta (coisas naturais), ela então, é ativada toda hora no homem. Pelo que se ouve, pelo que se vê e pelo que se fala, estes três sentidos ativam a emoção, e detalhe, não existe ser humano que não tenha emoções, pois todos nós temos alma e por isso ninguém pode dizer que nunca se emocionou na vida. Nem tente fugir disso, pois, isso faz parte da essência do ser humano. O mistério está em como lidar com as emoções, como ter domínio sobre elas. Das duas, uma! Ou as emoções te dominam ou você as domina.

A emoção quando é dominada, é maravilhoso sentir e conviver, mas quando a emoção está no domínio, pode ser terrível e tem sido a queda de muitos homens de Deus. Inclusive, conheço vários casos de perto, acredite, é impressionante o estrago que isso pode causar! Quando as pessoas agem por emoção e não por razão, veja que em (Rm 12:1), o apóstolo Paulo diz que: Devemos oferecer a Deus um culto racional, ou seja, pelo conhecimento da Palavra de Deus, pelo entendimento, e não por emoção, pelos sentimentos naturais.

Quando a emoção destrói: Quando a pessoa toma decisões sem ouvir Deus, pela emoção e não, pela razão, a sua queda é certa. Eu conheço lideres, que se perderam terrivelmente, por deixar a emoção controlar suas vidas e afetarem até os seus Ministérios. Se perderem totalmente, tomando decisões na igreja, para agradar esposa, filhos, pai, mãe, e deixando de lado o Senhor da igreja e não se importando com a vontade Dele. A coisa é tão terrível, que tem pastores que chegam ao ponto de por a sua mulher sentada, à frente da igreja, em cadeira separada, de destaque, com o ridículo titulo de mulher de pastor. Eu digo ridículo, porque, mulher de pastor é irmã em Cristo como as outras que estão no banco. Mas como eu disse acima, é um dos sintomas da perda da direção espiritual, por causa da emoção.

E então, as catástrofes começam a aparecer na igreja. Sim, me deixe dizer que mulher de pastor não é pastora, pois no reino de Deus ele não chamou a mulher para liderar, mas para auxiliar, desde o princípio veja (Gn 2:18). Emoção é o desejo natural de agir mediante ao que se vê, ouve e fala. O apóstolo Paulo, em (Gl 5:23 - Bíblia revista e atualizada), fala sobre o domínio próprio, um dos frutos do Espírito, que é imprescindível na vida do ser humano. Deus não chama uma pessoa para estar à frente da Sua obra, sem que aja, entre outros, esse fruto na sua vida. Pois, quem tem domínio próprio, até se emociona, mas não toma decisões, movido pela emoção, e assim, evita conseqüências que podem ser terríveis e irreparáveis.

Como o inimigo pode aproveitar-se disso: É como eu já disse acima, a emoção é um sentimento posto por Deus em nós. Veja bem, emoção não é do diabo, por favor, entenda! Mas veja como ele, satanás, que é um estudioso do ser humano e está ao nosso derredor como Pedro fala: “O diabo vosso adversário anda ao derredor” (Pe 5:8), e se aproveita, quando percebe decisões tomadas por emoção, para lançar suas setas. A pessoa, aprisionada de uma coisa natural (emoções), também, nas coisas espirituais, fica aprisionada (cadeias de satanás), por dá terríveis brechas. Eu conheço muitas jovens, que hoje, encontram-se “casadas”, (está entre aspas, pois de casamento tem só o nome e não vida), feitos à base de emoção, ou seja, decisão precipitada. A emoção só te mostra o momento, e não as conseqüências.

Veja bem! Todo ser humano tem livre arbítrio posto por Deus em nós, e em tempo algum, é anulado por Deus. Deus te permite tomar as decisões que quiser, mas não vai te permitir, jamais, escolher as conseqüências delas. Isso você não vai poder fazer. Por isso, eis o meu conselho a você: Antes de decidir, seja o que for, ore ao Deus Vivo e só tome uma decisão, depois de ouvir Deus falar. Com isso, você vai evitar muitas coisas de ruim e vai realmente desfrutar do gozo e paz que há em Jesus, o Filho de Deus.

A emoção anula a razão: Quando isso acontece, é terrível! Porque a pessoa, totalmente dominada pela emoção, não quer ouvir ninguém. Não reconhece quando faz besteira e nem percebe o que acontece a um palmo à frente de seu nariz. Acha-se sempre certa, a melhor, insubstituível, e por ai vai. Se afundando, se afundando, cada vez mais! Emoção não move as coisas espirituais, mas a razão sim. Não se esqueça cuidado com as decisões! Pois você pode até voltar atrás, mas não pode desfazer o estrago que elas causaram. Imagine se a decisão for errada! Pois, a emoção é danada pra se meter no meio das decisões. Então vou repetir, e nunca é demais repetir, antes de decidir ore , espere Deus falar, o Deus Vivo fala. E fazendo assim, tu verás a glória de Deus, e tomará a decisão certa. Domine as tuas emoções, antes que elas te Dominem!


Que Deus, o Todo-Poderoso, te domine por completo e seja em tudo na tua vida o Senhor, como é na minha.

SUA FAMÍLIA CORRE PERIGO !

Assista tudo e avalie ! Repasse a todos que puder !

Queridos, estamos em ano eleitoral. Em nome de Jesus,NÃO VOTE SEM PESQUISAR VC MESMO AS PROPOSTAS DA PESSOA Q VC TEM INTERESSE EM VOTAR. PESQUISE TAMBÉM O QUE TAL PESSOA JÁ FEZ, QUAIS ASSUNTOS DEFENDE, ETC. Deus te deu sabedoria e inteligência. Se vc nao gosta de política, ao menos pense com carinho nesse assunto para que seu voto nao seja dado a qq pessoa... Não jogue seu voto no lixo se deixando levar apenas pelo que é dito nas campanhas da TV pois eles só divulgam o que é de interesse deles. Pesquisem ! Orem, peçam o direcionamento de Deus em tais escolhas.

Pensem nisso !

A lição das águas purificadoras

Ezequiel 47.1-12

Depois disso me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham debaixo, da banda direita da casa, da banda do sul do altar. Ele me levou pela porta do norte, e me fez dar uma volta por fora, até à porta exterior, que olha para o oriente; e eis que corriam as águas ao lado direito. Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos. Mediu mais mil, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; mediu mais mil, e me fez passar pelas águas que me davam pelos lombos. Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. E me disse: Viste isto, filho do homem?

Então me levou, e me tornou a trazer à margem do rio. Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia grande abundância de árvores, de uma e de outra banda. Então me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no Mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. Toda criatura vivente que vive em enxames, viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e aonde chegarem estas águas tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio. Junto a ele se acharão pescadores; desde En-Gedi até En-Eglaim haverá lugar para se extenderem redes; o seu peixe, segundo as suas espécies, será como o peixe do Mar Grande, em multidão excessiva. Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis, serão deixados para o sal. Junto ao rio, às ribanceiras, de uma e de outra banda, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer; não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento e sua folha de remédio.


Reflexão

O rio estava correndo e fluindo mas Ezequiel não estava vendo.
Deus o fez dar a volta na casa, para que pudesse ver o rio em movimento, a fim de fazê-lo refletir e entender a função dele.
Da mesma forma, às vezes deixamos a tribulação nos impedir de ver o fluir do Rio de Deus na nossa vida, o movimento do Espírito Santo em nosso favor.
Tribulação todo mundo passa, mas a opção é nossa de aproveitar a oportunidade de mergulharmos nesse Rio, ou de nos prostrarmos e desistirmos de tudo.
Entretanto, o Senhor nos manda prosseguir e observar o que Ele tem feito por nós a cada dia, e o suprimento que nos tem dado até o dia da proclamação da vitória.
Ele faz o impossível e nós devemos crer que dias melhores virão.
Se tivermos fé, agiremos de forma que todos perceberão claramente de onde vem tal força.As águas eram profundas e Ezequiel não podia mensurar sua profundeza.
Quando Deus opera o impossível, não podemos mensurar. Isso significa que Deus faz exatamente o que nós não podemos fazer.
O Rio de Deus tem muitas utilidades e podemos dizer que primeiramente ele lança fora a sujeira espiritual com suas águas purificadoras e traz cura.
Depois ele faz viver a árvore plantada junto aos seus ribeiros, dando a seu tempo frutos que alimentam a si próprio e outras pessoas.
Suas folhagens também levam remédio a quem precisa.
Esse Rio é a ação do Espírito Santo em nossas vidas.
Essas águas transformam a vida de uma pessoa de forma que ninguém consegue definir como tal coisa aconteceu.Isso porque Deus é o especialista em milagres.

Água e a fonte a jorrar para a vida eterna


João 4.1-42

Quando, pois, o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João (se bem que Jesus mesmo não batizava, e, sim, os seus discípulos), deixou a Judéia, retirando-se outra vez para a Galiléia.

E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. Chegou, pois, a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. Estava alí a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta. Nisto veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. Então lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias e ele te daria água viva. Respondeu-lhe ela: Tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu e, bem assim, seus filhos e seu gado? Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. Acudiu-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; o que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. Senhor, disse-lhe a mulher: Vejo que tu és profeta. Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me, que a hora vem quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas, vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier nos anunciará todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo.

Neste ponto chegaram os seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela? Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo? Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele. Nesse ínterim, os discípulos lhe rogavam dizendo: Mestre, come. Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Diziam então os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido que comer? Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses até a ceifa? Eu, porém, vos digo: Erguei os vossos olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para vida eterna; e, dessarte se alegram, tanto o semeador como o ceifeiro. Pois no caso é verdadeiro o ditado: Um é o semeador e outro é o ceifeiro. Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam e vós entrastes no seu trabalho. Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito. Vindo, pois, os samaritanos ter com Jesus, pediam-lhe que permanecesse com eles; e ficou ali dois dias. Muitos outros creram nele, por causa da sua palavra, e diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.


Cansaço: Jesus, cansado, faz uma parada junto ao poço de Sicar. O fato de ele se cansar é sinal de fragilidade, o que nos lembra sua encarnação. Jesus é uma pessoa de verdade. Mas ele é também mais que isso. Como o prólogo deste evangelho declara, Jesus é o Verbo feito carne. Como tal, ele habita entre nós. Portanto, há o lado positivo desse seu cansaço. Não só decorre da encarnação, como também é valorizado por ela. E isso tem conseqüências para os outros seres humanos, no sentido de que os seus cansaços, quaisquer que sejam, são enobrecidos e sagrados.

Sede: O mesmo pode ser dito da sede. A sede é a preocupação primeira de Jesus junto ao poço. Pedir água para beber é eminentemente humano, universal. O corpo humano depende de água. O pedido do Salvador mostra a sua semelhança a todo indivíduo humano que tem necessidade física. Ademais, confere dignidade a essa necessidade. Mas, a "sede" nessa passagem implica mais que mera necessidade corpórea. O cansaço pode ser um fardo resultante das atividades do dia. Mas a sede tem outras dimensões, assim como a água que sacia a sede.

Águas vivas: Vemos que se trata de algo mais que mero H2O. O assunto aqui são "águas vivas" que possuem um extraordinário poder para levar à vida eterna. E isso não é imaginação de comentarista moderno. O profeta Ezequiel já conhecia essas "águas vivas". A imagem serve de simbolismo também para Jesus junto ao velho poço. Beber da água daquele poço, assinala Jesus, terá de ser sempre repetido. Já as águas vivas que ele oferece, saciarão para sempre a sede de quem delas beber.

O templo de Ezequiel: Ezequiel, no seu tempo, teve visões de águas vivas jorrando da mais sagrada das fontes, o templo, coração de Israel. Correntes de água jorravam da parte debaixo do limiar do templo, bem como das suas partes laterais. Por serem abundantes e poderosas, essas águas formavam rios profundos que purificavam as águas poluídas e as tornavam produtivas. É uma visão antecipada das águas cristalinas da Nova Jerusalém da era que virá. O livro do Apocalipse nos fala das águas que saem "do trono de Deus e do Cordeiro" (22.1).

Lugares sagrados: Se, por um lado, Ezequiel viu o templo de Jerusalém como fonte de onde saíam as águas vivas, por outro, os samaritanos podiam com razão retrucar dizendo "E quanto a nós?". Porque eles se recusavam a aceitar Jerusalém como o centro sagrado por excelência. Não surpreende, pois, que a mulher junto ao poço comparasse os dois centros sagrados rivais. Seria o templo de Jerusalém o lugar certo para adorar, juntamente com os judeus? Ou seria melhor adorar no Monte Gerizim, conforme a tradição samaritana? Implícito aí, havia uma outra questão que se aplicava aos dois lugares sagrados: a preferência por um desses lugares devia necessariamente significar desprezo do outro? Ou será que, como talvez pensasse a mulher, só um dos dois lugares podia ser o verdadeiro lugar de adoração?

Adoração em espírito e em verdade: Jesus expressa sua preferência pela adoração no templo de Jerusalém porque "a salvação vem dos judeus". Todavia, mesmo considerando essa forma de adoração como um passo conducente à salvação, Jesus em seguida aprofunda o diálogo com a mulher e abre novas perspectivas. Na situação atual, nem os samaritanos, nem os judeus preenchem os requisitos para adorar a Deus como se deve. Não basta, para isso, ter um lugar sagrado; tampouco, ser uma nação santa. A adoração autêntica pressupõe ir além dos atos religiosos convencionais herdados. Requer inspiração e disponibilidade para ser inspirado. Só assim a adoração será "em espírito e em verdade". Trata-se de um projeto para o futuro, um ideal distante? Talvez sim, porque Jesus acrescentou que o tempo próprio está ainda por vir. Entretanto, contém implícito um desafio para o presente. Porque "vem a hora, e já chegou" (João 4.23). O paradoxo e a agudeza da frase estão precisamente nesta conjunção "e", que nos leva à urgência do presente e à exigência de uma resposta imediata.

O papel do Epírito: Obviamente, responder a essa exigência não é nada fácil. Menos ainda se dependemos exclusivamente de nossas limitadas forças. Todavia, a adoração "em espírito e em verdade" pressupõe a ação do Espírito, o Deus uno, porque "Deus é Espírito". É assim que o Salvador introduz uma nova dimensão na sua fala junto ao poço. O Espírito é a única força que gera e possibilita a adoração em espírito e em verdade. Não há outro sentido a dar às palavras concernentes à água viva que sai do poço. Quando João cita outras palavras de Jesus sobre águas vivas que fluirão dos seus seguidores, ele imediatamente acrescenta "Isto ele disse com respeito ao Espírito" (João 7.38-39). Não é por acaso que na Igreja Ortodoxa é comum invocar o Espírito com as palavras "Vem e habita em nós".

Sacramentos e símbolos: À semelhança de outros cristãos, e desde há muito, os fiéis da Igreja Ortodoxa expressam a imagem das águas vivas por meio de sacramentos e símbolos. Os símbolos são a parte visível do sentido profundo e inexaurível do ato sacramental. As águas do batismo, por exemplo, são santificadas pela invocação do Espírito Santo para que "faça morada" em nós. Assim, cada membro da igreja que se acerca da fonte batismal recebe a graça que emana daquela água viva e vivificante. Em anos recentes, tornou-se comum oferecer água benta para uso dos fiéis. Essa água pode ser aspergida sobre as pessoas ou sobre os alimentos. Dessa maneira, verdades que ultrapassam nossa compreensão adquirem certa visibilidade concreta; e podem então ser "definidas, aprendidas e digeridas interiormente".

Missão: Afinal, a mulher junto ao poço atendeu à exortação para adorar em espírito e em verdade? O que se sabe ao certo é que ela abandonou seu precioso cântaro e foi logo anunciar aos seus vizinhos as possibilidades que o visitante representava para todos eles. Ela estava persuadida de que a presença daquele personagem devia ser divulgada. Nisto consistia seu zêlo missionário. E a urgência com que ela cumpriu essa missão sugere que ela compreendeu de certa maneira as palavras do seu interlocutor.

Perguntas: A mulher junto ao poço tinha pouca consciência das limitações das perguntas que fazia a Jesus, mesmo quando essas perguntas pudessem ter um amplo significado. Apesar de formuladas de maneira simplista, suas perguntas beiravam, por assim dizer, o campo da sociologia, da topografia, da hidrologia, da arqueologia e da tradição bíblica. E graças ao seu interlocutor, ela foi, aos poucos, adquirindo iluminação e certa compreensão nova sobre tais questões. Suas perguntas, de início, podiam até entediar o interlocutor. Ocorre, porém, que elas foram levadas a sério e pontos cruciais foram detectados nelas, o que permitiu a ela avançar na busca da verdade. De fato, ela trouxe também alguma contribuição ao diálogo. Por exemplo, a persistência das suas perguntas merece admiração. Além disso, não fossem as perguntas feitas por ela, nós hoje não teríamos as respostas que temos. O fato é que, se a mulher samaritana tivesse sido retraída - aceitando comportar-se segundo as regras segregacionistas da sua época - ela jamais teria avançado rumo à verdade. Por sua parte, Jesus aceitou de bom grado dialogar com ela, mesmo sabendo que ela era "estrangeira", e sobretudo mulher; o que parece ter perturbado os discípulos.

Água com restrições?: A segregação não impediu Jesus de pedir água à mulher junto ao poço. Ele ignorou a opinião corrente de que os samaritanos eram ritualmente impuros e que seus utensílios domésticos eram impróprios para os judeus. No tocante à água viva, é obvio que Jesus não iria impôr restrições ao seu uso, o que seria contrário à noção da adoração em espírito e em verdade que ele apregoava. Mais tarde, em Jerusalém e no templo, Jesus confirmou e estendeu o convite a todos os sedentos: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba" (João 7.37).

Recursos esgotados: Jesus é o canal por onde vem a água viva e vivificante, em antecipação ao Espírito "que ainda não foi dado". Mas, cabe perguntar se houve algum tempo em que Jesus sentiu essa água esgotar-se nele. Há aquela exclamação na cruz que pode levar a pensar assim, embora essa circunstância não seja conclusiva: "Tenho sede" (João 19.28). Essa exclamação poderia ser um reflexo de sua condição física num momento específico. Daí a reação dos guardas presentes, e a disposição de Jesus em aceitar o que estes lhe deram de beber. Mas, acaso não teria a sua sede também um sentido mais profundo? Não seria ela reflexo daquela outra exclamação, ou citação, na cruz: "Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?" Esse é um dos momentos mais angustiantes da encarnação: Jesus revê sua própria vocação como Filho de Deus. A sede que ele sente parece contradizer os ensinamentos que ele dera junto ao poço. E ele mergulha no mais profundo abismo da angústia, para de lá sair vencedor.

Graça superabundante: Quando o livro do Apocalipse aborda a esperança da era que virá, ele nos mostra uma Nova Jerusalém onde toda sede será saciada. O autor começa essa parte de sua narrativa com a voz que diz: "Eu, a quem tem sede darei de graça da fonte da água da vida" (21.6), e, a seguir, reitera o convite: "Aquele que tem sede, venha" (22.17). No plano terreno, os novos aderentes da igreja podem ter ouvido essas palavras quando do seu batismo. Mas elas tem implicações muito mais amplas: a graça superabundante é livremente acessível a todas as pessoas.

Para Pensar | Fora Quem Usa Ao Cubo



Brasil, conhecido como terra tropical, onde tem mulher bonita, futebol e tal,
alegria, folia a reveria carnaval, garotas nuas nas ruas, o que é normal virou cultural
e a fantasia é real, depois a miséria total, país de terceiro mundo todo desproporcional
onde sempre teve um mal líder governamental, moeda nacional lá em baixo o real

no sudeste, no leste tem temporal, no norte, e nordeste calor infernal
tem gente que mora mal em casas feitas com sobras de pau, consideradas subsolo na classe social
é sustentado o ano inteiro com farinha, água e sal, e que é pros futuros brasileiros mal tem um leite maternal
e os ricos que ficam mais ricos com a corrupção fiscal, dão donativos no natal pros corrompidos na cara de pau

e a imagem do país mais belo em tudo, Brasil, é destorcido em todo o mundo (é quente) que é frio irmão
levante a cabeça na moral e cresça por degrau em degrau, por um Brasil legal, não se esqueça e vá a mil pra que não apodreça
Tire a roupa do varal que em breve vem temporal, cê tem a moral, de não jogar lixo na rua pra que diminua as enchentes no jornal
Faça isso também, vá mais além e volte a estudar tá legal, seja na vida alguém peça ajuda de Cristo que fica mil grau

Trabalhe, não tem trampo, cobre isso do governo atual, mas não roube, não parta pro crime porque o regime é bom o escambal
Não quero que ligar a TV e vê você no jornal, tomando uma lição de moral do repórter policial
E vendo tudo isso no meu pondo focal, vejo que a base do problema é espiritual


Refrão
O quê você tem feito pra, mudar o seu país pra melhor ficar
O quê você tem feito pra, Mudar o seu país pra melhor

Primeiro mundo é ouro, segundo mundo é prata, o bronze vai pro país que não é chamado de pátria
Jure a bandeira, ame o Brasil na copa, se emocione pelo hino, chore, seja patriota
Morra pela pátria, mas morra pelas costas, trairagem, invadiram sem negociação, sem troca
Agora se entupa de hambúrguer em fast-food, com muito catchup, consuma hollihood

Aplauda o Buch, vamos, vamos continue, CD, filme, but, não é assim que você curte?
Vamos lá, é assim, cê não quer que o Brasil mude, mande seu real, pros gringos, depois se junte
Com a nossa gente que até a velhice doente trabalhou a vida inteira honestamente
Mas não se lamente, não existe o inocente, é questão de oportunidade, imagine a mente

Do antigo presidente, que secou a conta da gente, é a mesma do prefeito, que rouba e faz mau feito
Ë a mente com defeito, do povo brasileiro que quer ser mais esperto e ficar com mais dinheiro
No fim da tudo errado, perde tudo até o respeito, quem se acha esperto é o mais bobo não tem jeito
Tem que aprender direito, indico que aprenda alguma coisa com efeito, com o presidente eleito

Inculto, analfabeto, responda quem por perto, fez uma campanha que atingisse outro império
Claro, fome zero ah fala sério, o óbvio, o simples antes era um mistério
Tava tudo combinado na bíblia em alguns versos, daí de comer para quem tem fome isso é velho
Chega de lero, lero, corrupção zero só vai mudar o país, com o poderoso evangelho

Refrão


Em terceiro plano fica o curso universitário, me mostre o salário que alcance e seja pário
Uma família de três filhos e a prestação do armário, some mais o aluguel, transporte, rango, roupa, luz
Pague a mensalidade e todos andarão nus, faculdade é pra alguns por isso que eu vejo uns
Inadimplentes, caloteiros, que sonham em Cancum, fazem um cruzeiro sem miséria e economia

Pular de ilha em ilha, turismo todo dia, mergulho, jetsk, água de coco, isso é vida
Goma própria com piscina, com lareira pra família, mas não, isso é sonho, tão longe quanto a China
E por isso nas esquinas circulam lindas meninas, que se entregam a estranhos sem amor a própria vida
Silicone, cirurgia, barriga a lipo aspira e tira cérebro, vergonha e põe ganância e fantasia

Dinheiro desse jeito é capim é de mentira, entregue o coração, a alma a eternidade por um dia
O que mais explica, corrupção dos polícia, se não o rolex e o rolê na Suíça
E toda admiração pra sujeito ladrão, só pra lavar o chão com muito sangue em vão
Sei por que rouba, só não consigo entender toda revolta que assola sua volta

Porque matam pessoas, curioso, me choca, vejo crianças morrendo, estupradores de filha
Quem lhe deu o direito dessa anomalia, matéria quanto mau que o nosso povo cria
Aqui onde o puro amor não tem valia, onde o mau se afia e o bem entra em fria
Pensa que o bem se dana pensa que a Deus engana, o que você tem feito pra mudar essa lama

Chega de por a fama no governo, sem drama arregace a manga seja homem ou dama
Seu filho também sangra, agora é cê que manda, prepare o país pra ele e esquenta sua cama
O que você tem feito pra mudar, não se lembra, o país vale a pena, embora o pão seja caro
e a liberdade pequena, a solução não é dilema é o Senhor dos Senhores, Jesus Cristo ser o lema

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PORQUE PRECISO IR À IGREJA?

SALMOS 122
1 Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.
2 Os nossos pés estão parados dentro das tuas portas, ó Jerusalém!
3 Jerusalém, que és edificada como uma cidade compacta,
4 aonde sobem as tribos, as tribos do Senhor, como testemunho para Israel, a fim de darem graças ao nome do Senhor.
5 Pois ali estão postos os tronos de julgamento, os tronos da casa de Davi.
6 Orai pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam.
7 Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios.
8 Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Haja paz dentro de ti.
9 Por causa da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem.


PORQUE PRECISO IR À IGREJA?
Salmo 122.1“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR”

Eis acima uma expressão de satisfação e gozo dita pelo salmista, momentos antes de se adentrar no Templo da congregação com os irmãos. Uma expressão que só diz quem realmente ama o fato de estar congregado na casa de Deus, local escolhido para que o povo se encontre para ouvi-Lo reunidos. Este deve ser um lugar onde o cristão desfruta, com satisfação e toda alegria, da íntima presença do Senhor e do amor dos irmãos na mesma fé – Efésios 4.5.

Este era o hino que os peregrinos cantavam – Salmo 122 – assim que se aproximavam da porta do Templo, já dentro dos muros da cidade santa (Jerusalém). Era ali que reuniam para buscar ao Senhor e Sua orientação. Não diferente atualmente! Negligenciar esse princípio HOJE é esquecer do que Ele nos ensinou através da Sua Palavra quando exortava através do profeta dizendo, “Não deixem de frequentar a sua congregação, como é costume de alguns, antes exortando uns aos outros; e tanto mais agora, quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia” – Hebreus 10.25.

Congregar significa “juntar-se, unir-se”. Deixar de congregar é deixar de incentivar aos que estão sem esperanças. Ora, quando vou à igreja e encontro algum irmão fraco na fé qual é a minha atitude, o que nós dizemos a ele? “Irmão, não desista de Cristo, não volte para o mundo. Nós vamos lutar juntos e vencer até o fim”; não é isso o que dizemos? É exatamente o que fazemos, pelo menos nós, que nos preocupamos com a saúde espiritual uns do outros. Nós dizemos, “não deixe de congregar”, quer seja na célula, quer seja nos cultos semanais, é isso que dizemos. Pois bem, enquanto estivermos congregando (reunindo uns com os outros na igreja para receber de Deus e ajudar uns aos outros) estaremos dentro de Seu mandamento relatado em Hebreus 10.25. Aqueles que não fazem assim, independente de qual denominação frequentem, estão na direção errada e não sabem para onde estão indo. Congregar é o mesmo que afirmar, “sim Senhor, estou me preparando para o Dia do arrebatamento” – Hebreus 10.25b; I Tessalonicenses 4.17. Isso tudo, irmãos, deve ser motivo de muita alegria para nós. O fato de termos a oportunidade de poder conversar uns com os outros, ouvir os problemas, contar alguns casos, nos ajudar mutuamente, exortar em amor, dar sugestões e contar testemunhos edificantes, só acontece na igreja e em nenhum outro lugar. Se não congregarmos nas reuniões semanais, não nos encontraremos dia nenhum, pois o nosso tempo já é muitíssimo corrido, e nos acostumamos a dar ênfase às nossas coisas e não às dos outros – 1Co 10.24. Daí é que começa o enfraquecimento espiritual, pois ficamos frios pela falta de comunhão com o corpo de Cristo, a Igreja, e é justamente esse esfriamento que nos afastará do Senhor. E nós sabemos que à medida que nos afastarmos de Deus o mundo se aproximará ou vice-versa. Ora, se o deixar de reunirmos causa afastamento (ou desvio, chame como quiser!), e uma vez uma vez afastados, ficamos longe do Senhor; como estaríamos preparados para aquele Dia – Hebreus 10.25b; I Tessalonicenses 5.2; Atos 2.20. Além disso, há bênçãos que o Senhor derrama apenas na congregação dos santos! É ótimo buscar ao Senhor sozinho em casa, no monte, em retiros, etc, mas é fundamental a congregação fraternal em nome de Jesus. Sim, há benção que o Senhor deseja nos entregar enquanto oramos em secreto – Mateus 6.6. Mas há também as benção preparadas apenas quando a Igreja se ajunta – Mateus 18.20. Se assim não for, nada feito!

Sem congregação ficamos sem apoio, sem vitórias, sem amor, sem ensino, sem nada! A congregação deve ser um motivo de alegria para os filhos de Deus legítimos, indiferente dos problemas que enfrentem com alguns dentro da própria igreja. Ora, passar por dificuldades na denominação não pode ser o motivo para nos fazer deixar de congregar, ou você nunca leu o que está escrito em 1Co 5.11? Ora, nem todos os que estão na igreja nasceram de novo, mas todos os que nasceram de novo terão comunhão com você e vice-versa, e eu tenho certeza que na igreja você tem comunhão com dezenas de irmãos verdadeiros. Não perca isso jamais; CONGREGUE SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE...

A falta da congregação faz o cristão perder o amor fraternal; isso é péssimo! Que nesta verdade simples e pura, nós possamos resgatar em Deus e Sua Palavra a vontade santa de QUERER congregar com os irmãos em espírito e verdade, para a Glória de Deus Pai.

SALMOS

Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu; e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos.
Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos.
Grande é o Senhor, e mui digno de ser louvado; e a sua grandeza é insondável.
Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciará os teus atos poderosos.
Na magnificência gloriosa da tua majestade e nas tuas obras maravilhosas meditarei;
falar-se-á do poder dos teus feitos tremendos, e eu contarei a tua grandeza.
Publicarão a memória da tua grande bondade, e com júbilo celebrarão a tua justiça.
Bondoso e compassivo é o Senhor, tardio em irar-se, e de grande benignidade.
O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas obras.
Todas as tuas obras te louvarão, ó Senhor, e os teus santos te bendirão.
Falarão da glória do teu reino, e relatarão o teu poder,
para que façam saber aos filhos dos homens os teus feitos poderosos e a glória do esplendor do teu reino.
O teu reino é um reino eterno; o teu domínio dura por todas as gerações.
O Senhor sustém a todos os que estão a cair, e levanta a todos os que estão abatidos.
Os olhos de todos esperam em ti, e tu lhes dás o seu mantimento a seu tempo;
abres a mão, e satisfazes o desejo de todos os viventes.
Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e benigno em todas as suas obras.
Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.
Ele cumpre o desejo dos que o temem; ouve o seu clamor, e os salva.
O Senhor preserva todos os que o amam, mas a todos os ímpios ele os destrói.
Publique a minha boca o louvor do Senhor; e bendiga toda a carne o seu santo nome para todo o sempre.

Davi desejava louvar ao Deus eterno
David não estava contente em apenas falar sobre louvar a Deus. Ele sabia que o louvaria ao longo da eternidade. Não estando contente com isso, queria louvá-lo diariamente! Para ele, não bastava adorar a Deus no sábado, no Tabernáculo. Exaltar ao Senhor, para o salmista, era uma experiência e um exercício diário! Por que se sentia desse modo? Acontece o mesmo com você?
Declara que Deus é grande. Ele cria que o Senhor deveria receber as mais altas expressões de louvor que fosse possível lhe dar. Olhe a instrumentação, a orquestração, a dramatização e a proclamação que Davi encoraja, em honra e em louvor a Deus (Salmo 149 e 150)!
Ele sentia que, mesmo quando pensamos ter escrito tudo aquilo que poderia ser escrito; cantado tudo aquilo que poderia ser cantado, tocado tudo aquilo poderia ser tocado, mostrado em muitas formas tudo aquilo que poderia ser mostrado, a respeito da grandeza de Deus, ainda assim, apenas atingimos a superfície! A totalidade da grandeza de Deus é insondável, imperscrutável, impenetrável e incompreensível!

Davi cria que o louvor a Deus deveria ser passado adiante
Para o salmista, cada geração deve louvar a Deus e ensinar à seguinte a também fazê-lo. Nós temos muito a transmitir! Podemos falar da criação de Deus, de suas ações na vida dos personagens bíblicos, compartilhar sobre sua mão em nossa vida e na vida daqueles que amamos ou, ainda, falar sobre sua majestade, poder, bondade e justiça. Podemos legar tudo isso através de nossa conversação ou pelas canções.
Davi relaciona que o transcurso do louvor a Deus vem de nosso ponderar pessoal acerca de sua grandeza. Afinal, não podemos conduzir as pessoas para onde não fomos. Transmitir o louvor e a adoração ao nosso Deus começa em nosso interior e, assim, é passado para aqueles ao nosso redor. É algo que vem de dentro para fora.
O salmista indica que a adoração a Deus não apenas é pessoalmente benéfica a nós, mas também a seu povo. Porém, como o louvor a Deus poderia impactar os "filhos dos homens" que não o conhecem ou sabem coisa alguma sobre seu poderoso trabalho, sua majestade ou sua misericórdia? A verdadeira adoração ao Senhor nasce com o ato de conhecê-lo!

Davi cria que a adoração a Deus não podia ser preterida
Quando você e eu pensamos em todos os modos pelos quais Deus tocou nossa vida, não podemos deixar de louvá-lo e adorá-lo. Davi escreve que o Senhor é gracioso, cheio de compaixão, tardio em irar-se, tenro em misericórdia e totalmente bom. Ele levanta os que caem, e ajuda a permanecerem em pé; provê tudo o que precisamos; é íntegro e está próximo de todos aqueles que clamam por ele. Preserva todos os que o amam; ouve nosso clamor e salva-nos.
Nosso texto de estudo mostra-nos que deveríamos adorar a Deus, porque ele é nosso Criador, por seu caráter e pelo cuidado dele para conosco. Estando Deus acima de tudo, como poderemos preterir sua adoração? Como deixaríamos de exaltar seu santo e poderoso nome?

David cria que o louvor a Deus jamais acabaria
Quando Davi estava escrevendo esta canção, usou uma frase límpida em seu idioma, traduzida por "para todo o sempre". As palavras usadas por ele eram "até a eternidade e perpetuamente". Você não consegue atingir algo melhor que isso! Sendo assim, o louvor e a adoração a Deus nunca serão antiquados ou ficarão obsoletos.
O salmista disse que o reino de Deus é perpétuo e que seu domínio continuaria ao longo de todas as gerações. Ele conclui o texto dizendo que toda a carne louvaria o santo nome de Deus "para todo o sempre".
Talvez hoje, ao se falar em "salmos, hinos e canções espirituais", você pense em "Quão Grande És Tu", "Aclame ao Senhor", "Grande é o Senhor". Provavelmente, não passará por sua mente os salmos 8, 139, 104, e 145 da Bíblia. Todavia, eles foram escritos para lhe ajudar a louvor a Deus, de todo seu coração, como nosso Criador! A minha oração, ao encerrar a lição, é uma canção baseada na parte final do salmo 19:14 Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!

Um Novo Mundo

" Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra." Atos dos Apóstolos 1.8 O alcance do nosso testemunhos deve ser global. Temos diante de nós um grande desafio que nos foi dado pelo Senhor Jesus. Do modo de vista humano é impossível cumprir o mandamento de pregar o evangelho a toda criatura e esta e a razão pela qual Jesus deu a promessa "Receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês." O Espírito Santo nos capacita com seu poder para que possamos ser efectivos na tarefa de evangelização do mundo.Nesta sexta-feira se finaliza a Campanha 40 Dias de Jejum Agradecemos aos amados irmãos da IBR-VC por essa grande bênção e que todos continue orando constantemente pela salvação de sua cidade, pais, e de todo o mundo. Consagre seus filhos no altar de Deus pois eles serão instrumentos de Deus para evangelizar o mundo,contribua financeiramente seja fiel com os seus dízimos, alem disso, contribua com suas finanças mensalmente para o sustento da obra missionaria.Deus seja louvado.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Oração do Senhor

"Pai Nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu Nome, venha a nós o Teu Reino seja feita a Tua vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do maligno" (Mat. 6:9-13).

Ensinando-nos a não sermos supérfluos Nosso Senhor nos dá um exemplo de oração que frequentemente é chamada de oração do Senhor (O Pai Nosso). Essa oração é extraordinária porque em algumas palavras ela abrange os assuntos principais do que é espiritual e também material, necessários a todo o ser humano. Além do mais, a Oração do Senhor separa as preocupações mais importantes das que são menos importantes, mostrando-nos quais deverão ser as nossas prioridades.

Pai Nosso que estás nos Céus: Dirigindo a Deus com as palavras "Pai nosso " nos faz lembrar que Ele é o Nosso Pai, que nos ama, que sempre quer o melhor para nós. Nós dizemos Céus: uma palavra que faz mudar o rumo de nossos pensamentos, do caos dos afazeres cotidianos em direção ao lar eterno ao qual nossas aspirações devem ser dirigidas em todos os dias da nossa vida terrena. É importante notar sobre a Oração do Senhor é o fato de que todas as petições a Deus estão no plural. Isso significa que oramos a Deus não somente por nós mesmos mas por todos que tem uma relação conosco seja de sangue ou religião e até um certo grau por toda a humanidade. É um lembrete para nós de que somos todos irmãos e irmãs - filhos do nosso Pai Celeste.

Santificado seja o Teu Nome. Neste primeiro apelo expressamos nosso desejo de que o nome de Deus seja honrado e glorificado por nós mesmos e por todas as pessoas, e a verdadeira fé e piedade estendida pelo mundo todo. O segundo apelo complementa o primeiro: Venha a nós o Teu Reino. Aqui nós pedimos a Deus que Ele seja o regente dos nossos corações. Queremos que Sua lei governe nossos pensamentos e ações e que Sua graça santifique nossas almas. O Reino de Deus está vedado aos nossos olhos durante a nossa temporária existência na terra: ele está em processo de nascer nas almas dos cristãos. Mas virá o tempo quando as almas e os corpos renovados daqueles que tem o Reino de Deus dentro de si terão passagem ao Reino de Sua eterna glória. Nenhuma riqueza ou prazer terreno podem ser comparados com a felicidade do Reino Celeste, onde habitam os anjos e santos. É por isso que almas virtuosas ficam extenuadas nesse mundo e anseiam alcançar o Reino Celeste.

Muitos interesses e desejos, freqüentemente egoistas e pecaminosos, se confrontam entre si nas relações humanas. Estes são fonte de conflitos, frustrações e ofensas mútuas. Considerando a tamanha variedade de interesses de cada um não podemos nos sentir satisfeitos porque nossas intenções e ações estão muitas vezes erradas. A Oração do Senhor nos lembra que somente Deus sabe perfeitamente o que na verdade precisamos e nos ensina a pedí-Lo a nos orientar e ajudar: assim na terra como no céu.

Nas tres primeiras petições pedimos Deus o que é mais importante: o entranhamento do bem nas nossas almas e nas nossas vidas. As petições que sucedem se referem à necessidades mais banais e menos importantes: tudo que precisamos para a nossa existência física. O pão nosso de cada nos dá hoje. No texto original em grego o termo para "cada dia" é epi-usion, o que significa necessário. Este pedido do pão de cada dia inclui o alimento, um abrigo sobre as nossas cabeças, roupa e o que é necessário para a nossa existência. Não especificamos tudo isso porque nosso Pai Celeste sabe o que precisamos. E não pedimos nada para amanhã porque nem sabemos se estaremos vivos.

O próximo pedido, sobre perdoar as nossas dívidas, é o único pedido limitado por uma condição: E perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores. O sentido de dívidas é mais abrangente do que o sentido de pecados. Temos muitos pecados mas dívidas mais ainda. Deus nos deu vida para que possamos fazer o bem aos outros e aumentar nossos talentos. Quando não seguimos este propósito terreno, então como aquele escravo preguiçoso da parábola, enterramos os nossos talentos e nos tornamos devedores a Deus. Ao perceber isso pedimos a Deus para que nos perdoe. O Senhor conhece a nossa fraqueza e falta de experiência e Ele se apieda de nós. Ele está pronto a perdoar-nos mas com uma condição, que nós perdoemos todos que transgridem contra nós. A parábola sobre o devedor impiedoso (Mateus 18:21-35) ilustra expressivamente a relação entre perdoar dívidas e receber perdão de Deus.

Ao final da Oração do Senhor dizemos: E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do maligno. A palavra maligno refere-se ao diabo - a fonte principal de todo o mal no mundo. Mas as tentações podem vir de uma infinidade de fontes: de outras pessoas, de circunstâncias de vida desfavoráveis e principalmente de nossas próprias paixões. É por isso que no final da oração, humildemente confessamos a Deus a nossa fraqueza espiritual e pedimos que nos resguarde do pecado e nos proteja das intrigas do príncipe das trevas.

Finalizamos a Oração do Senhor com palavras que expressam nossa plena fé na Sua resposta favorável às nossas petições porque Ele nos ama e tudo obedece à Sua onipotente vontade: Porque é o Teu reino, e o poder e a glória para sempre. A última palavra "Amém" significa "verdadeiramente" ou "assim será."

Só Mais Um Domingo?

Após o culto num domingo ensolarado saí para uma caminhada. Um homem aparava a grama, e nos cumprimentamos da maneira habitual “Oi, como vai?” Em tom negativo respondeu: “Um domingo a mais”. Ao refletir sobre o que ele disse, pensei: Será que ele se referia apenas as obrigações – fazendo o que deve ser feito?

Às vezes até assistir aos cultos pode se tornar uma questão de apenas fazer o que deve ser feito em mais um domingo. Para os cristãos da igreja primitiva (Atos 2:41-47), juntar-se a outros cristãos era motivo de alegria. Era assim quando a igreja iniciou e todos eram novos convertidos – portanto, tinham que estar entusiasmado. Mas, e nós? O que podemos fazer para tornar cada domingo especial?

Vá com a expectativa de encontrar-se com Deus. Ele está conosco todo o tempo Hebreus 13:5 Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. Quando nos reunimos com outros que o conhecem Mateus 18:20 Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. Tiago 4:8 Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações.. Leve seus fardos e louvores a Ele.

Vá para aprender sobre Deus. Talvez não aprendemos algo novo cada semana, mas podemos ser encorajados por verdades da Bíblia Salmo 119:105 Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.. Vá para ter comunhão. Precisamos uns dos outros nesta jornada cristã. Encoraje; desafie e ore (Hebreus 10:24-25).

Senhor, por favor, renova os nossos corações com entusiasmo para irmos à igreja, e ao irmos, que não consideremos apenas mais um domingo.

Pensamento

Se você quer ser alimentado espiritualmente, vá à igreja faminto pela Palavra

Leitura
Atos 2:41-47

41 De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas;

42 e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.

43 Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos.

44 Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum.

45 E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um.

46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração,

47 louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.

domingo, 12 de setembro de 2010

Para pensar !

Posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010.

Pr. Paschoal Piragina Jr
Presidente da Primeira Igreja Batista de Curitiba


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

“Tiririca - Pior do que está não fica!” Será?

por Mateus S. Paula - Coordenador Ministérios da 1ª Igreja Batista Renovada

Amados, alguns podem estar se perguntando: “Puxa, já não basta o horário político, os jornais e rádios falando disso o tempo todo, ainda vem o Mateus e faz o informativo semanal da Igreja voltado para as eleições?

Realmente estamos em época de enxurrada de informações político-partidária que, mais confundem do que ajudam na escolha de algo.

Recomendo a leitura atenta deste informativo, pois aqui constam informações que em nenhum programa eleitoral você verá: Quais as funções de cada cargo eletivo, quais as obrigações de cada um, sites para obtermos maiores informações sobre determinado candidato e etc.

Nossa intenção é de sejamos cidadãos conscientes de nossos direitos (VOTAR) e deveres (COBRAR) e lembrar de que a eleição não se encerra no dia 03 de outubro, mas continua durante os próximos 4 anos!

A Bíblia nos diz em Romanos 12.2: “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Portanto não podemos aceitar e nos conformar com a situação que se põe diante de nós: Os Tiriricas, Mulher Pêra, Netinho de Paula, Moacyr Franco e tantos outros que, independente de suas aptidões artísticas (?), não possuem o menor preparo para representar politicamente os anseios de nossa sociedade.

Certa vez li a seguinte frase de Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

Para finalizar: a cada 4 anos temos a oportunidade de não ficarmos calados e usar esse privilégio com sabedoria. Não se omita dessa responsabilidade.

A Parábola do Filho Pródigo

LUCAS 15 - 11
11 Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos.
12 O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres.
13 Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
14 E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.
15 Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.
16 E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada.
17 Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
18 Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;
19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.
20 Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
21 Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés;
23 trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos,
24 porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.
25 Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças;
26 e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
27 Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
28 Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.
29 Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos;
30 vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
31 Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu;
32 era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.


Reflexão

Para nos reconciliar com Deus, é imprescindível um coração arrependido que deseje, acima de tudo, estar em comunhão com o Senhor. Mas o desejo do coração precisa ser demonstrado. É necessário agir para nos aproximar de Deus. Neste artigo, vamos considerar a importância da nossa ação e algumas coisas que precisamos fazer para voltar ao Senhor.

Levantar e Ir

Quando Jesus enfrentou a auto-justiça e falta de compaixão dos fariseus e escribas, ele contou uma série de parábolas sobre perdidos e achados (Lucas 15). Da terceira destas parábolas, geralmente conhecida como a Parábola do Filho Pródigo, aprendemos algumas lições importantes sobre como voltar para a casa do nosso Pai. Nesta história, um filho ingrato pediu a sua herança (enquanto seu pai ainda estava vivo!) e saiu de casa. Gastou o seu dinheiro numa vida de libertinagem e logo se encontrou passando fome numa terra estranha (Lucas 15:11-16). Ele chegou ao fundo do poço, e representa a situação de cada um de nós quando nos entregamos ao pecado. Quando abandonamos o Pai que nos criou e que nos ama e usamos os nossos recursos – tempo, dinheiro, energia, a própria vida – no pecado, fazemos a mesma coisa que o filho rebelde fez. Vivemos desperdiçando no pecado as coisas boas que recebemos do Pai. Reconhecendo ou não a nossa condição espiritual, chegamos ao fundo do poço do pecado.

O filho reconheceu o seu problema, e viu que não era necessário sofrer tanto. Ele lembrou da bondade de seu pai: “ Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!” (Lucas 15:17). Antes de voltar para Deus, precisamos chegar ao ponto de compreender que a vida com ele é muito melhor do que a vida no mundo do pecado. Este entendimento pode vir por meio de sofrimento e conseqüências que o pecado traz na nossa vida, ou pode vir por cansar da futilidade de prazeres que nunca satisfazem as nossas necessidades reais. Antes de voltar para Deus, temos de perceber que estamos afastados dele.

Ele decidiu agir em humildade. Uma vez que encarou o seu problema, o filho se arrependeu; ele decidiu mudar. Disse consigo: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (Lucas 15:18-19). Nós precisamos da mesma atitude do arrependimento para chegar ao Senhor. Primeiro, decidamos agir – “levantar-me-ei”. Segundo, busquemos a Deus com humildade – ”já não sou digno”. A pessoa que se acha digna e merecedora da salvação jamais chegará a Deus (Romanos 10:3; Efésios 2:8-9).

O filho arrependido agiu, e voltou para o Pai. É importante reconhecer o problema e decidir como agir, mas precisa seguir o plano. Muitas pessoas lamentam sua situação no pecado e até prometem voltar para Deus, mas continuam dia após dia sem fazer nada. O filho rebelde fez o que falou: “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lucas 15:20-21). Não é fácil nos humilhar para admitir o nosso pecado e nos entregar à misericórdia de Deus. O orgulho humano luta contra este desejo de nos reconciliar com o Pai. Mas a nossa salvação e a nossa esperança eterna dependem de Deus, e da nossa decisão de nos submeter a ele.

Quando o filho rebelde voltou, ninguém tomou a decisão por ele. Ele não foi induzido ou levado por outros. Este filho tomou a sua própria decisão e se reconciliou com seu pai. Observamos, também, que ninguém impediu a salvação dele. Mesmo o irmão mais velho, que não o aceitou bem, não foi capaz de manter este homem afastado de seu pai. Da mesma forma, a decisão sobre a nossa salvação é nossa. Ninguém nos força a voltarmos para Deus, e ninguém é capaz de impedir a nossa reconciliação com o Pai. Nós decidimos buscar a Deus ou não. Queremos, mais do que qualquer outra coisa, estar em comunhão com Deus?

Duas Situações Diferentes

Quem precisa se reconciliar com Deus? Há duas situações em que precisamos voltar para Deus: ➊ O pecador que nunca se converteu a Cristo, e ➋ O cristão desviado – aquele que começou a andar com Deus e desviou. Vamos ver o que cada pessoa precisa fazer.

O Pecador Que Ainda Não Converteu-se

Jesus enviou os apóstolos ao mundo para pregar a mensagem da reconciliação. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). A palavra que eles falaram e escreveram tinha um propósito fundamental: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31). Para reconciliar-se com Deus, o pecador que ouve a mensagem de Cristo precisa reagir. É necessário:

● Crer em Jesus. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6). Jesus disse: “Porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (João 8:24).
● Confessar a fé em Jesus. A fé verdadeira nos leva, naturalmente, à confissão aberta. Paulo escreveu: “Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Romanos 10:10). Jesus disse: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32-33).

● Arrepender-se dos pecados. Foi o pecado que nos afastou de Deus, e o arrependimento do pecado é uma das condições para nos reconciliar com o Senhor. Jesus disse: “Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lucas 13:3,5). Pedro pregou a mesma mensagem ao povo de Jerusalém: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19).

● Ser batizado para remissão dos pecados. Para chegar à comunhão com o Senhor, precisamos ser batizados. Jesus disse: “Quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16:16). Pedro respondeu a pergunta dos judeus perdidos no Dia de Pentecostes com estas instruções: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). Três dias depois de encontrar Jesus no caminho para Damasco, Saulo permanecia no pecado e precisava do perdão de Deus. Ananias o instruiu: “Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados” (Atos 22:16). O mesmo Saulo (mais conhecido como Paulo) afirmou que o batismo é o sepultamento que precede a nova vida (Romanos 6:3-4). Também disse que é pelo batismo que entramos em Cristo (Gálatas 3:27). O próprio Jesus disse que o batismo nos conduz à comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mateus 28:19).

O Cristão que se Desviou
Uma boa parte do Novo Testamento foi escrita para ajudar os cristãos manterem-se no caminho do Senhor. Não devemos desviar, mas existe o perigo real de cair na tentação e se afastar novamente de Deus. Pedro disse que é pior para o cristão voltar para o pecado do que nunca ter-se convertido (2 Pedro 2:20-22). Tiago disse: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tiago 5:19-20).

Ese isso acontecer comigo, o que eu preciso fazer? Preciso ser batizado novamente cada vez que tropeço? Não! Veremos o que as Escrituras dizem, usando o exemplo de um discípulo em Samaria que caiu. Simão creu e foi batizado (Atos 8:13) e, em seguida, caiu no pecado. Juntando as informações do caso dele e alguns outros trechos, aprendemos que:

● O pecado do cristão o condena. Pedro disse que Simão estava no “laço da iniqüidade” (Atos 8:23).
● O cristão que peca precisa se arrepender. Pedro lhe disse: “Arrepende-te” (Atos 8:22).

● O discípulo que peca precisa orar e pedir perdão. Pedro disse a Simão: “Roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração” (Atos 8:22).

● Quando o cristão confessa seus pecados, Deus os perdoa (1 João 1:7 - 2:2).

● Quando temos pecado contra outras pessoas, devemos confessar e pedir perdão a elas (Mateus 18:15-17; Lucas 17:3-4; Tiago 5:16).

Vamos Voltar!
Todos nós pecamos. Deus é misericordioso e quer nos perdoar. Cabe a nós aceitarmos os termos dele para alcançar a bênção da vida eterna na presença do nosso Senhor!

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